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Empresas & Negócios - 29/10/2013

Conheça a empresa mais admirada do Brasil

A Natura quer fincar bandeiras no exterior e oferece renda e autoestima a seus consultores


Fundada em 1969, a empresa brasileira de bens de consumo foi a segunda colocada no ranking de 2012

Uma empresa que traz os cheiros das coisas do Brasil. É assim que seu presidente, Alessandro Carlucci classifica a Natura, a companhia mais admirada no País no ranking 2013. Há anos, ela não deixa os primeiros lugares da lista. A empresa ganhou prestígio ao explorar as matas da Amazônia sem desrespeitar o meio ambiente e em parcerias com seus habitantes.

A empresa abriu em 2012, em Manaus, o Núcleo de Inovação Natura Amazônia. O propósito é formar redes de pesquisas conectando instituições de ciência e tecnologia nacionais e internacionais. O objetivo é transformar matérias-primas em produtos rentáveis. Segundo a empresa, o projeto amazônico movimentará recursos que beiram 1 bilhão de reais até 2020.

Fundada em 1969, só uma década atrás a empresa abriu uma loja no exterior. Escolheu logo Saint-Germain-de-Prés, no coração do Quartier Latin, em Paris. Sem pressa, a empresa anuncia agora que abrirá outras portas fora. Não revela onde, adianta apenas que serão “bandeiras do Brasil” fincadas nos pontos mais badalados do mundo.

Mesmo entrando no varejo de salto alto, a Natura quer continuar grande e conhecida pelas suas práticas de venda direta. São 1,5 milhão de consultoras e consultores, o que a torna líder no setor de venda direta no Brasil. Seus colaboradores somam 8 mil, atuando na França e em cinco países latino-americanos, além de no Brasil. Com todo esse contingente, a Natura estima atingir 100 milhões de consumidores no mundo todo. E é com esse exército de formiguinhas dedicadas que a empresa se orgulha de dividir seus lucros, aumentando a “autoestima” de cada uma delas. “Damos oportunidade a mais de 1,5 milhão de pessoas, para que tenham uma atividade rentável”, diz seu presidente.

Nos últimos cinco anos, a Natura tem crescido em média 15% ao ano. Em 2012, a empresa registrou receita líquida de 6,3 bilhões e teve lucro líquido de 861 milhões de reais. São mais de 4,7 mil fornecedores. Ao longo do ano passado, a empresa investiu 73,2 milhões de reais em ações de sustentabilidade e 437 milhões em infraestrutura e logística.

Em 12 meses, 104 produtos foram lançados. Só os negócios gerados na Amazônia somaram 121,8 milhões de reais. No ano passado, a empresa destinou 154 milhões para inovação e foi listada entre as dez empresas mais inovadoras do mundo, de acordo com a edição americana da revista Forbes. Apesar de a economia crescer, Carlucci vê com certo desalento os anos que vêm por aí. “Está todo mundo menos contente. É um momento desafiador que não pode ser visto só no curto prazo”, adverte. “Mais importante que os números do PIB é um projeto de país para os próximos 15 anos. É preciso criar espaço para se discutir o Brasil do futuro, um projeto que esteja acima de partido político, porque os partidos vão naturalmente mudar.”

Fonte: Carta Capital


 
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