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Gestão - 17/09/2013

Professor estuda escola de samba para melhorar gestão

Carnaval pode servir de inspiração para empresas que pretendem melhorar produtividade


(Imagem: Divulgação)

A solução para a gestão dos negócios brasileiros pode estar na escolas de samba. É o que diz o uruguaio naturalizado brasileiro Alfredo Behrens. Especialista em liderança, o executivo desenvolveu uma teoria sobre gestão de negócios observando a dinâmica e os recursos da escola de samba Mocidade Alegre, de São Paulo.

Tudo começou quando a London Business School consultou o professor de liderança para fazer um trabalho que buscava entender o motivo dos brasileiros não terem grande capacidade de exportar software, apesar de ter uma grande competência em produzi-los. A investigação, que resultou em um livro, concluiu que o brasileiro tem baixa autoestima. “Porque os brasileiros sofrem, ainda hoje, muito preconceito no exterior”, diz.

Para compreender bem a sua descoberta, Behrens decidiu resgatar o passado do Brasil e estudou as revoluções populares do século 19. A solução mais fácil foi analisar a dinâmica interna de uma escola de samba, que carrega raízes de várias culturas brasileiras.

O professor, então, procurou a escola Mocidade Alegre e passou um ano entrevistando dirigentes, chefes de ala e os demais envolvidos na organização do carnaval. “O coordenador de ala responde por 150 pessoas num trabalho totalmente complexo. Ele não tem total controle total das pessoas e conta muito com integrantes motivados para tudo sair corretamente durante um desfile”, diz Behrens.

Durante a pesquisa, Behrens identificou três pontos principais para o engajamento natural dos funcionários:

1. Competência: Saber fazer, conhecer o que faz com plenitude, gostar de fazer e sempre querer aprender mais;

2. Autonomia: Passo que resulta na identificação do produtor e do produto. “É preciso confiar no que o outro faz, porque só delegar funções desestimula”, afirma Behrens;

3. Senso de propósito: Qual o sentido de estar executando algo? Não é um objetivo egoísta, mas é entender a real necessidade do trabalho.

“Em uma escola de samba se vê pessoas que gostam de dançar, mas é preciso ensinar a coreografia do ano por horas. O esforço individual, portanto, é muito grande por 15 minutos de glória. O que falta para fazer isso com o trabalho? Eu filmei pessoas antes e durante o desfile, a transformação é notável. Dá para ver alegria nelas”.

Segundo Behrens, as empresas devem aprender outra coisa com as escolas de samba: a não descartar os profissionais sem motivo. “Na escola de samba, eles reciclam. Quando o sujeito não é produtivo numa função, eles remanejam para outras alas ou cargos. Todos têm seu lugar de honra. As empresas ainda não perceberam que essa sensação de pertencer ao grupo é fundamental para a motivação”, diz Behens.

De fato, diz Behrens, existem muitas características em comum na administração de uma empresa e de uma escola de samba. Ele vem sistematizando tudo isso em um curso de administração, que começa em 2014. “Serão de 5 a 10 módulos online e terá início em meados de fevereiro”. Para isso, o professor arrecada recursos colaborativos por meio da rede Indiegogo.

“Se conseguíssemos incluir alguns desses passos nas empresas, teríamos organizações mais produtivas, com pessoas verdadeiramente alegres e engajadas”, afirma o professor.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios


 
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