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Mundo - 05/06/2013

Brasil vai chefiar a Organização Mundial de Comércio



Roberto Azevêdo assume a OMC (Fonte: AFP)

O brasileiro Roberto Azevêdo foi eleito chefe da Organização Mundial de Comércio. Esta notícia foi transmitida por todas as agências de informação russas. O mandato do atual diretor da Organização Mundial de Comércio (OMC), o francês, Pascal Lamy, expira em 31 de agosto de 2013. O brasileiro irá assumir este cargo em 1 de setembro. A OMC foi criada a fim de liberalizar o comércio internacional e regular as relações comerciais e políticas entre os Estados que a integram. Ela é sucessora jurídica do Acordo Geral de Tarifas e Comércio, que funcionava a partir de 1947.

O principal competidor do brasileiro nestas eleições foi o ex-ministro do comércio e do desenvolvimento industrial do México Hermínio Blanco. O diplomata brasileiro, que tem atualmente 55 anos, já há mais de vinte anos cuida no ministério das relações exteriores do Brasil de questões econômicas e dirige os grandes litígios comerciais com os EUA e com a União Europeia. Pela primeira vez na sua história a OMC será chefiada por um representante da América Latina.

A tarefa principal que Azevêdo enfrenta é o restabelecimento da confiança em relação á OMC depois do fracasso das conversações de Doha sobre a liberalização do comércio mundial. As negociações de Doha, que se prolongavam desde o ano de 2001, ficaram num beco sem saída devido a divergências insuperáveis entre os países evoluídos e os maiores países emergentes, que discordavam, em particular, nas questões de subsídios ao setor agrário e acesso dos países em vias de desenvolvimento ao mercado mundial. Em fevereiro deste ano Roberto Azevêdo comentou este assunto durante a sua estadia em Moscou.

"Um dos principais objetivos seria destravar a rodada Doha, evidentemente a organização é maior do que a rodada, mas enquanto ela não for solucionada todo o sistema tende a ficar paralisado. O mundo tem avançado e tem mudado a temas importantes que precisam ser discutidos como meio ambiente e comércio, energia e comércio, investimentos, há uma quantidade de áreas novas que precisam ser tratadas e isso só poderá acontecer quando as negociações estiverem destravadas".

O resultado principal do fracasso do turno de Doha é o enfraquecimento das posições da Organização Mundial de Comércio. A sua estrutura é demasiadamente grande para chegar ao entendimento a respeito de cercas regras comuns. Mas será que a Organização Mundial de Comércio necessita realmente de reformas? Foi esta a pergunta que o nosso correspondente fez ao candidato brasileiro para o cargo de Diretor Geral da Organização Mundial de Comércio Roberto Azevêdo.

"As negociações em si já preveem uma quantidade imporntate de pontos a serem reformados, quase todos eles com avanços muito significativos e profundos sobretudo nas disciplinas. O que tem travado as negociações é sobretudo a área de acesso a mercados".

O primeiro teste do novo chefe da organização será a preparação do grande encontro dos países – membros da OMC ao nível ministerial em Bali, em dezembro deste ano. O jornal Financial Times faz lembrar por este motivo que nos últimos anos precisamente o Brasil tinha freado várias vezes o processo de conversações multilaterais.

Fonte: Rádio Voz da Russia


 
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