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Economia - 01/10/2012

Parcelamento sem juros vira um jogo de empurra entre bancos e lojistas

Os dois lados divergem sobre cobrana de taxa extra no varejo

Sob presso do governo para baixar as taxas do rotativo dos cartes de crdito, os dois maiores bancos privados do pas comeam as discusses com posies distintas sobre o que fazer com essa modalidade de financiamento bastante usada por lojistas para alavancar as vendas. Enquanto o Bradesco diz ser contrrio a qualquer tipo de nus adicional aos lojistas que parcelam suas vendas no carto, o Ita Unibanco favorvel e admite cobrar dos comerciantes uma taxa para este tipo de operao. Apesar das divergncias, a Federao do Comrcio de So Paulo (Fecomrcio-SP) informa que os lojistas de pequeno e mdio porte j pagam entre 3% e 6% do valor das vendas que parcelam sem juros pelo carto de crdito.

A ideia de alguns bancos privados de cobrar taxas extras de lojistas, ou reduzir o nmero de parcelas para financiamento no carto de crdito foi mal recebida pelo governo, que vem trabalhando nos ltimos meses para cortar os custos financeiros das empresas.

Banco quer dividir nus com lojista

Representantes do governo, do Banco do Brasil, da Caixa Econmica Federal, alm das operadoras de cartes, a Cielo e a Redecard, que so controladas por bancos, tm participado das discusses para reduzir o que cobrado pelos cartes. Todos, a princpio, com exceo do Ita Unibanco, se dizem contrrios a uma sobretaxa aos lojistas. Em favor dessa cobrana, o maior banco privado do pas argumenta que, embora seja uma opo do lojista fazer o parcelamento sem juros, o risco da operao fica exclusivamente com o banco. At aqui, esse risco vinha sendo coberto pelas altssimas taxas cobradas no crdito rotativo. Com a queda dos juros, o Ita Unibanco pondera que seria natural dividir o risco das operaes com os lojistas.

O diretor do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou em conferncia com jornalistas nesta semana que no h necessidade de "nenhuma contrapartida para reduzir o juro do rotativo, porque o banco ganhar mais com o aumento do volume de transaes". Procurada, a Associao Brasileira das Empresas de Cartes de Crdito (Abecs) informou por meio de sua assessoria que, por enquanto, a entidade no tem um posicionamento oficial sobre a questo.

Altamiro Carvalho, assessor econmico da Fecomrcio-SP, se disse surpreso com essa discusso, uma vez que os lojistas j pagam (de 3% a 6%) para vender parcelado no carto. Pior, lembra ele, esse custo adicional vai para o bolso do consumidor, uma vez que o lojista o embute como custo nos preos dos produtos.

A mudana (uma taxa adicional) no interessa ao comerciante, nem ao consumidor. S aos bancos e operadores de carto, e se for adotada seria mais uma deciso unilateral disse Carvalho.

O economista da Fecomrcio-SP lembra ainda que os cartes, por no estarem sujeitos fiscalizao do Banco Central, so pouco transparentes nas taxas que praticam. E, como as taxas so decididas em cada negociao, as pequenas lojas, sem grande poder de barganha, pagam mais caro.

Parcelamento seria direito

Embora o tema ainda esteja no campo das discusses, a associao de defesa do consumidor ProTeste j se declarou "totalmente contra qualquer nova onerao". Para Maria Ins Dolci, diretora da entidade, o parcelamento sem juro um direito adquirido tanto do consumidor quanto do comerciante.

A Fundao Procon de So Paulo tem uma posio menos definida, e diz que, para haver alguma alterao, preciso um debate maior entre os bancos e a sociedade.

Este o modelo brasileiro. Tanto o consumidor quanto o comerciante dependem deste parcelamento disse Renan Ferraciolli, diretor do rgo.

Fonte: Jornal O Globo


 
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