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Bairro - 03/09/2012

Bangu, 23 graus e preços em alta

Parque Nacional do Mendanha é um dos atrativos da região, assim como o shopping


Um dos atrativos do bairro, o Bangu Shopping fica no antigo prédio da Fábrica de Tecidos Bangu (Foto: Alessandro Costa / Agência O Dia)

Pense rápido e responda: qual o bairro que teve a maior valorização imobiliária da cidade de janeiro a agosto deste ano e que tem um parque com espécies únicas da Mata Atlântica e temperatura que não passa de 23 graus, nem no verão? Esqueça o Jardim Botânico. Se você descartou Bangu, na Zona Oeste, errou feio.

A instalação do Bangu Shopping no antigo prédio da Fábrica de Tecidos Bangu, aproveitando a arquitetura original, ajudou a remoçar o bairro. O calçadão com direito a escada rolante — que nem sempre funciona, é verdade — não para. Ruas foram recuperadas e novos prédios, construídos. Os números do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio) indicam que os imóveis de Bangu foram os que mais se valorizaram no Rio ao longo do ano, com uma média de 24%, contra 21% de Vila Isabel.

O bairro da extinta fábrica que mais exportou tecidos no País voltou à crista da onda e não quer mais ser confundido com o complexo penitenciário que abriga ou tê-lo como referência principal. 

“Quando a fábrica fechou, em 2004, todos pensaram que haveria um êxodo. As famílias da região eram de trabalhadores da fábrica. Além disso, o estigma do presídio é muito forte. Quem não conhecia o lugar perguntava, sem querer ofender, se morávamos em Bangu 1 ou Bangu 2. Nossa autoestima balançou”, lembra o empresário Wagner Teixeira, presidente da Associação Comercial e Industrial de Bangu (Acerb).

Luís Antônio Marques, superintendente do shopping, revela que nem os diretores da incorporadora imaginavam que o empreendimento fizesse tanto sucesso. Aberto em 2007, recebe 1,8 milhão de clientes por mês. “Trocaremos o piso de porcelanato por granito. Queremos fixar a imagem de melhor shopping da cidade”, conta, destacando que os imóveis do entorno são os mais cobiçados.

No árido bairro mais quente da cidade, onde o verão bate os 40 graus na sombra, um recanto de 1.400 hectares tem termômetros que não vão além dos 23 graus. É em Bangu que fica o Parque Natural do Mendanha. “É o mais conservado e um dos principais do município, com nascentes e fontes que deságuam no Guandu e espécies naturais, vegetais e animais, que são únicas na região metropolitana. Uma delas é a onça parda”, gaba-se o biólogo Jorge Pontes, supervisor das Unidades de Conservação da Prefeitura, adiantando que o parque deverá ser ampliado.

Polo industrial pode surgir
No calçadão de Bangu, as críticas são tão numerosas quanto os pedestres. Mau cheiro, falta de banheiro público, elevador e escada rolante que não funcionam irritam quem passa por ali. “Não há banheiro público. Quando a vontade aperta, o que essa gente vai fazer, coitada?”, questiona o aposentado Valdir Carvalho dos Santos.

Bangu quer melhorias. E uma delas parece estar a caminho. Um polo industrial, para pequenas e médias fábricas, pode ser criado numa área de 440 mil m² do Exército, que deve se transformar em 286 lotes de 1.000 m² cada. “O governador Sérgio Cabral já se manifestou favorável e estuda uma forma de negociar a área com o governo federal”, informa o presidente da Acerb.

Moça Bonita quer título de berço do futebol
Parte da memória da Fábrica de Tecidos Bangu e do Bangu Atlético Clube, incluindo as glórias do campeão carioca de 33 e 66, está no Museu de Bangu. Seu presidente, Benevenuto Rovere Neto, conta que um dos maiores orgulhos do bairro é o zelo pelas tradições. Ele revela que o objetivo do Museu, quando foi fundado, era alfabetizar os trabalhadores da fábrica de tecidos. “Os professores vinham do Centro, de maria fumaça, para dar aulas para eles das 19h às 22h”, conta.

Até o fim do ano, a entrada do Estádio Proletário de Moça Bonita, campo do Bangu, ganhará painel que reivindica para o bairro o título de berço do futebol. Contratado para comandar os operários da então recém-criada Fábrica Bangu, o escocês Thomas Donohoe organizou a primeira partida de futebol do país: teria sido em abril de 1894, seis meses antes de Charles Miller promover uma em São Paulo.

Quem está construindo o painel é o cenógrafo e decorador Clécio Régis. Em seu ateliê, ele ainda faz o molde de Thomas Donohoue, que dará origem a uma estátua de bronze com 4,5 m de altura.

Fonte: Jornal O Dia


 
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