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Economia - 03/01/2012

Banco Central abre mercado do país para o microcrédito

Regulamentação era aguardada por empresas do setor

O Diário Oficial da União publicou ontem carta-circular do Banco Central que regulamenta as normas sobre o direcionamento obrigatório de 2% dos depósitos à vista para operações de microcrédito.

A medida foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional em agosto passado para fomentar a inclusão financeira da população de menor renda, em linha com o Programa Crescer do governo federal.

A principal novidade é a ênfase no chamado microcrédito produtivo orientado, que corresponde ao financiamento das atividades produtivas do microempreendedor. A norma prevê que, dos 2% do saldo de depósitos à vista que devem ser aplicados em microcrédito, pelo menos 80% sejam direcionados para microcrédito produtivo orientado. Os 20% restantes podem ser direcionados para o consumo.

O percentual mínimo de aplicação em operações de microcrédito produtivo orientado será introduzido de forma progressiva, sendo 10% a partir de janeiro de 2012, 40% a partir de julho, 60% a partir de janeiro de 2013, atingindo os 80% em julho de 2013.

A medida trouxe também alguns aprimoramentos: permite que o tomador de microcrédito (população de baixa renda e/ou microempreendedores) possa contratar mais de uma operação do gênero, inclusive para diferentes propósitos – investimentos em bens, capital de giro etc, respeitado o teto de R$ 20 mil; reduz o teto da Tarifa de Abertura de Crédito (TAC) – prevista em lei para operações do gênero – para microempreendedores, de 4% para 3% do valor do crédito; e impõe que bancos com mais de 10 mil clientes de microcrédito produtivo orientado implementem controles internos específicos para verificar a adequação das operações às regras pertinentes, com revisão anual por parte da respectiva auditoria interna.

A medida era esperada pelas seguradoras que estimam agora explorar o aumento do consumo nas classes C, D e E. Segundo o presidente da Bradesco Vida e Previdência, Eugênio Velasques, o momento agora é de adequação do microsseguro à realidade dos moradores de uma comunidade de baixa renda, com conceitos que deverão ser incorporados pelas empresas que pretendem atuar nessa área como manter pesquisa constante sobre o público, tecnologia suficiente para suportar grandes volumes de dados e apostar em educar melhor a população sobre os benefícios, já que o foco do produto é a classe C e D.

Velasques citou também o Primeira Proteção, produto da Bradesco já comercializado em comunidades como o Heliópolis, em São Paulo, e na Rocinha, no Rio de Janeiro, disse que esse tipo de seguro não é especifico para para nenhuma região e sim para as classes, a C, D e E.

Em 1994, 40% da população brasileira não compravam seguro, pois achavam que não era necessário. Em 2005, esse percentual já havia caído para menos de 5%, disse Velasques.

Segundo ele, que também preside a Comissão de Microsseguros e Seguros Populares, a escolha por ter um seguro é uma evolução natural no processo de ascensão da sociedade. Mas o executivo adverte que o mercado precisa ter agilidade no atendimento e oferecer os produtos adequados aos novos consumidores.

Para chegar ao consumidor foco do negocio o presidente explicou que existe uma escala natural de produtos e serviços começando, por exemplo, pela assistência funeral, seguros de vida e então às coberturas para residências, automóveis, saúde e por ultimo bens e patrimônio de valor inferior.

“Os produtos devem ser desenhados pelo público e não mais por seguradores. O desafio é o preço. Além disso, o produto deve estar disponível em locais próximos da moradia do público-alvo”, explicou Eugênio Velasques.

A empresa tem hoje na sua carteira 36 milhões de segurados e pretende aumentar para 20 milhões, totalizando 56 milhões de clientes.

Fonte: Jornal Corporativo


 
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