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Opinião - 08/11/2010

´´os interesses comerciais e especulativos que estão por trás do efeito estufa``


Antonio Oliveira Santos -Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

A intensificação da campanha do "efeito estufa" poderá causar a maior decepção ecológica/comercial dos últimos 15 anos. Os europeus, principalmente os ingleses, altamente dependentes da energia fóssil, elaboraram essa "hipótese" como uma razão para reduzir a dependência econômica do petróleo, e ter, em verdade, uma alternativa para utilização da chamada energia limpa, da qual detêm a tecnologia. Criou-se uma enorme confusão em tomo da idéia do desenvolvimento sustentável.

A tese do efeito estufa consiste em afirmar que o aumento do gás carbônico (C02) na atmosfera, pela crescente queima de petróleo, por ação antropogênica (AGA), está causando o aquecimento global do clima, cujas terríveis conseqüências serão a elevação do nível dos oceanos, a inundação de vastas regiões e o desabrigo de mais de dois bilhões de pessoas. O que se afirma, sem maior comprovação científica, é que a presença do CO2 na atmosfera, que hoje e é de 380 ppm (partes por milhão), está bloqueando a irradiação para o espaço de parte dos raios infravermelhos refletidos pela superfície terrestre e aquecendo o planeta. A solução seria, pois, acabar com os automóveis a gasolina, caminhões a diesel, aviões a querosene, motores e fomos industriais a gás, carvão ou óleo combustível. Com esse objetivo, surgiu a idéia de um "mercado de carbono", onde algumas empresas, que economizarem nas emissões de CO2, podem vender às empresas poluidoras "certificados de carbono", introduzindo no mercado financeiro mundial mais um "papel" negociável.Os cientistas que se insurgiram contra o que consideram uma fraude ecológica são chamados de "céticos", porque  afirmam que o CO2, cuja presença na atmosfera é de apenas 0,038%, vejam bem, 0,038%, não oferece a menor hipótese de representar um volume mínimo suficiente para causar a intensificação do "efeito estufa".

Em passado recente, houve uma mistificação, que foi o banimento dos gases de refrigeração, os compostos de clorofluorcarbono (CFC), sob a acusação, também não comprovada, que eles destruíam a camada de ozônio. Os CFC eram gases não-tóxicos, não-corrosivos, eficientes e seu único crime foi de serem de domínio público e não pagarem mais "royalties". Sua substituição por gases HFC, tóxicos (o SUVA da Du Pont  trás os dizeres "se inalado pode causar morte"), foi um ato de neocolonialismo, com o objetivo de transferir recursos de países pobres, particularmente os tropicais que precisam de refrigeração a baixo custo, para os países industrializados: Alemanha, Canadá, EUA, França e Inglaterra. Os substitutos passaram a custar 20 vezes mais que os CFC. O esquema do banimento dos CFC foi idêntico ao que está sendo usado agora no AGA: uma hipótese complexa e confusa, reuniões de "muitos cientistas" para dar um "caráter científico" ao Protocolo de Montreal (1987). Tudo muito estranho.A partir da Reunião de Copenhague (COP-15 da ONU), a campanha está mudando de rumo, com a afirmação de que 75% das emissões de CO2 são causadas pelo desmatamento e queima das florestas tropicais acrescidas do CH4 exalado pelos rebanhos bovinos. O Brasil, de vítima, passou a grande responsável pelo aquecimento global. Por trás de todo esse jogo, estão as propostas especulativas do mercado de carbono e a criação de um fabuloso Fundo de US$ 100 bilhões, para "compensar os países pobres...".

Resta a esperança de que, na próxima Reunião da ONU, em Cancun (COP-16) os argumentos dos cientistas céticos possam ser confrontados com as afirmações do IPCC, cuja credibilidade foi fortemente abalada desde a trama descoberta nos computadores da Universidade East Anglia, Inglaterra.O Brasil pode estar adotando uma posição equivocada e, possivelmente, só vai perceber o equívoco quando a imposição de um "selo verde" nas transações comerciais internacionais quebrar as naturais vantagens comparativas que ainda sustentam as nossas exportações. Aí, então, seremos capazes de entender os interesses comerciais e especulativos que estão por trás do "efeito estufa".

Publicado no Jornal do Commercio de 04/11/2010


 
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