HOME
Busca:
 
AGENDA
LOCALIZAÇÃO
INSTALAÇÕES
ASSOCIADOS
ASSOCIE-SE
BANCO DE CURRÍCULOS
EVENTOS
CONTATOS
AGENDA CULTURAL
ANUNCIE AQUI








VOLTAR

Opinião - 15/08/2014

Qual é o momento de desistir?

Três situações em que pode ser melhor fechar o negócio ou passá-lo para frente

Por Marcelo Nagakawa*

A imensa maioria - para não dizer a quase totalidade - do que é escrito e falado sobre empreendedorismo está associado às coisas boas, à realização de sonhos pessoais e, principalmente, ao sucesso. Se, por um lado, isso ilumina as esperanças de pessoas que querem se tornar protagonistas de suas vidas, por outro pode cegar indivíduos que se encantaram com relâmpagos passageiros, que se enganaram com o que parecia brilhar ou que se mantiveram sempre na escuridão e nunca viram a luz. Para quem está navegando nesse lado mais escuro, e por vezes obscuro, do empreendedorismo, é preciso saber o momento de parar. Veja as situações em que esse pode ser o melhor caminho.

1. Você não sente orgulho do seu negócio
 Ou, mais precisamente, do benefício que o seu negócio oferece ao cliente. Muitos empreendedores ainda não entenderam que o que conta é o benefício do produto (ou serviço), e não o produto em si. Quem busca uma oficina mecânica quer comprar tranquilidade com o seu carro, e não propriamente o serviço de conserto. E o sujeito que tem uma oficina mecânica deve se orgulhar do problema que seu negócio resolve, não da oficina em si. O problema é que muitos acham que o produto é o que mais importa, e daí acabam perdendo o orgulho do negócio que têm. Quando percebem que o que o cliente compra, de fato, é a solução, o orgulho pode voltar e até crescer, na medida em que vai se aperfeiçoando a solução, melhorando o benefício e resolvendo melhor o problema do cliente. Mas, se mesmo assim não sentir orgulho do seu negócio, é o momento de buscar uma pessoa que tenha este sentimento para liderar sua empresa - como executivo principal ou mesmo como sócio. Em uma situação mais drástica, pode ser o caso de vender a empresa ou mesmo fechá-la. Se não vê propósito no seu trabalho, não se torne um zumbi dele.

2. O negócio não gera fluxo de caixa positivo atrativo
 Vários negócios implicam em um período de fluxo líquido de caixa negativo, principalmente na fase inicial. Outros, pela sazonalidade, mesclam períodos positivos e negativos, mas apresentam resultado líquido positivo anual. Empreendedores precisam saber disso e devem se precaver com alguma retaguarda financeira para não entrarem na fase de desespero pessoal. Se o seu negócio ainda estiver na fase da curva de aprendizagem, em que o fluxo líquido de caixa é negativo, preocupe-se em levá-lo até o ponto de equilíbrio e, em seguida, até o nível de fluxo de caixa que considere atrativo. Para isso, é importante sempre ter em mãos referências de negócios semelhantes ao seu. Mas, se a empresa não está mais na curva de aprendizagem e tem gerado fluxo de caixa negativo, sem perspectivas de melhoras, é o momento de tomar medidas mais drásticas para mudar a direção da tendência. Se ainda tiver recursos para investir (e um adicional para fechar o negócio mais a frente, em caso de insucesso) e orgulho do que faz, avalie se tem realmente uma grande oportunidade de negócio, se o modelo de negócio faz sentido, se pode aumentar as vendas e/ou ainda se consegue reduzir, pelo menos, as saídas de caixa. Mas, se estiver nesta situação negativa e não mais encontrar propósito pessoal no seu negócio, é o momento de vendê-lo, mesmo com prejuízo, ou fechá-lo. Não há motivos para ser masoquista.

3. A empresa o(a) deixa doente
 Alguns empreendedores até têm orgulho do que fazem e ganham algum dinheiro com isto, mas a empresa impacta em sua saúde. São os que lidam com a violência, com esquemas de corrupção, empregados mal intencionados, burocracia insana, encargos sufocantes, fornecedores inescrupulosos e até clientes tóxicos. Se o empreendedor encontra propósito pessoal no seu negócio, conseguirá persistir da mesma forma – talvez até o momento em que os problemas de saúde sejam irreversíveis. Não há uma única solução para esse desafio pois, em geral, as causas são externas - e, não raro, o negócio também já está doente. Ajuda externa, como mentores, consultores ou gestores profissionais, pode ajudar. Mas, se isto não resolver, não morra antes do seu negócio. Passe-o a frente ou feche-o. É melhor perder um braço e continuar vivo.

Se você decidir pedir demissão do seu negócio, perceberá que, mesmo que não tenha feito um plano para abrí-lo, terá que fazer um para fechá-lo. Não encare esta decisão como um fracasso. Você só fracassa quando desiste. Provavelmente terá errado bem menos do que Thomas Edison, por exemplo. “Eu nunca fracassei. Só descobri dez mil alternativas que não funcionaram”, disse certa vez para explicar seu sucesso. Reconhecer o erro é o primeiro passo para a busca de uma solução.

*Marcelo Nagakawa é professor de Empreendedorismo

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios


 
Usuário:
Senha:


 
Av. Santa Cruz, 4425 - Salas 201 | 202 | 203 - Bangu - Rio de Janeiro - RJ. Tel.: (21) 3331-2127
Programação e webdesign: Perfil Solução
A marca propmeio não existe nesse contexto.