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Acerb - 06/08/2010

Fala do Presidente Wagner Ferreira no Almoço Empresarial Acerb no dia 21/07/2010


Senhoras e Senhores aqui presentes.

Hoje é um dia especial para toda a Zona Oeste do Rio de Janeiro, em particular a Região de Bangu, pois temos a honra de receber em nosso almoço empresarial o Governador do Estado do Rio de Janeiro Dr. Sérgio Cabral.

Governador; acredito que todos aqui presentes tenham consciência do grande esforço desenvolvido por V. Sa. Pela melhoria do nosso estado. Esforço este que tem se traduzido em ações e realizações concretas, como as unidades de pronto atendimento, as UPA’s, que hoje já somam mais de 30. As unidades de Policias Pacificadoras, UPP’s que já estão presentes em 10 comunidades, sendo 2 na Zona Oeste. Os Centros de Vocação Tecnológica, que hoje são 23, sem contar os projetos de habitação em parceria com o Governo Federal.

A sua diplomacia e seu espírito conciliador foram preponderantes para que junto com o Prefeito Eduardo Paes e Presidente Lula conseguíssemos trazer as Olimpíadas de 2016 para o Rio de Janeiro.
Não me recordo, como carioca, de ter presenciado em nosso estado igual harmonia entre as três esferas de governo. Mas, muito ainda há que se fazer para melhorar os problemas oriundos de anos de descanso ou de ações paliativas. E neste aspecto chama a atenção de V. Sa. para a região que mais sofreu em todo este processo: “A Zona Oeste do Rio de Janeiro” Governos Sucessivos como diz o nosso professor Moacyr  Bastos governaram de costas para ela, somente aqui vindo quando precisavam buscar votos.

Esta Zona Oeste do Rio de Janeiro, é composta por 41 bairros e 10 regiões administrativas, mas neste momento mencionaremos apenas 4 delas: Realengo, Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, que correspondem a 30% da área do Município do Rio de Janeiro e têm, segundo estudos recentes mais de 1,5 milhão de habitantes.

O comércio varejista juntando-se ao de imóveis e administração responde por 53,8% da sua atividade econômica, sendo ele o grande gerador de empregos. Em seguida vem o setor de serviços também com elevado nível de empregabilidade. As micros, pequenas e médias empresas correspondem a 96% dos quase 9.000 estabelecimentos aqui existentes.

Pesquisas do Instituto de Economia da UFRJ apontam que temos abundância de mão de obra, mas infelizmente despreparada, pois apenas 41% dos empregados possui o nível fundamental de estudos (oito anos) e 45% possuem o ensino médio (completo ou incompleto). Somente 13,5% dos empregados possuem até o nível superior. Isto falando apenas dos trabalhadores formais. Temos problemas crônicos em nossa região e apontados recorrentemente pela população, como transporte, segurança, saúde e ocupação desordenada do solo.
Mas hoje a Zona Oeste é um dos vetores de crescimento, não só da Cidade como do Estado do Rio de Janeiro.

A recém inaugurada CSA, a Gerdau – Consigua, a Michelin e o Porto de Itaguaí são alguns dos investimentos que trarão na sua esteira um sem número de pequenas e médias empresas. E sabemos o quanto V. Sa. foi importante neste processo.

Mas a sociedade organizada também tem trabalhado para desenvolver um ambiente propicio para o desenvolvimento destes pequenos sustentáculos da economia. Instituições como a ACERB, ACICG, ACIRA, ASESC, os Distritos Industriais de Campo Grande e Santa Cruz, a UEZO, OESTE EXPORT, CIEZO, Banco de Alimentos do Rio de Janeiro, FALMEC do Brasil, o Instituto de Economia da UFRJ e o SEBRAE, tem estado coesas e reunidas regularmente buscando não só a criação de um Pólo Metal – Mecânico na região como também a criação de uma governança corporativa buscando um projeto de desenvolvimento sustentado.

E aí, Governador, abro um parênteses para dizer que em todo este processo, o Deputado Marcelino D’Almeida, como empresário, tem sido nosso orientador e conselheiro, e dizer-lhe também que todo este trabalho será inócuo se não tivermos  a sua atenção e o seu empenho.
E ainda dentro deste parêntese, dirijo-me ao nosso Senador Dornelles, para perdi-lhe que não deixe de trabalhar pela nossa reforma tributária, que já não nos lembramos de quantas vezes ouvimos esta expressão o que temos observado até o momento é só aumento de impostos. A substituição tributária equipara em tributos a pequena com a grande empresa tirando-lhe a competitividade. Que o aumento da rigidez fiscal, necessário ao funcionamento da máquina pública, se transforme numa adequada prestação de serviços ao contribuinte. Que  paralelamente a isto se combata a informalidade em todos os seus desdobramentos.

A carga tributária vigente inibe a atividade produtiva.
Nos idos do Brasil Colônia o setor produtivo pagava à Coroa Portuguesa 1/5 de tudo que produzia, ou seja, 20% e isto foi um dos motivos da célebre revolução chamada “Inconfidência Mineira”.
Hoje a carga tributária ultrapassa os 40% do PIB, mas os serviços prestados estão muitos aquém das nossas necessidades, e a reversão deste quadro só se processará com a escolha adequada de nossos representantes no Legislativo. É por isto Dr. Jorge Picciane que queremos você lá.

Terminado a minha fala, Governador, quero dizer que todo o descaso com a Zona Oeste, Bangu foi quem mais sofreu as conseqüências, aqui temos o maior índice de ocupação desordenada da Cidade.
Quando dizemos que moramos em Bangu, perguntam-nos Bangu 1, 2 ou 3? Ou então: É perto do lixão? E nós não merecemos, nem pedimos nada disto. Somos um povo ordeiro e trabalhador que ombreia esforços com outras entidades para uma Zona Oeste melhor para todos. E dentro deste processo de crescimento da Zona Oeste, orquestrado por  V. Sa., queríamos pedir que aqui em nossa região,  fosse criado também o “Distrito Industrial de Bangu”.

Estamos cansados de lixão, presídio e favelas.

Presidente Wagner Ferreira

Muito Obrigado

 

Em seguida, o vice- presidente da Acerb, Sr Candido de Castro Rodrigues, juntamente com outros membros do Conselho Diretor, entregaram ao governador, ao senador Francisco Dornelles, ao deputado estadual Marcelino D`Almeida, ao presidente da Alerj Jorge Picciani e demais autoridades da mesa, as pastas com a sugestão de área para instalação do Distrito Industrial de Bangu.


 
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